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  • Published on: 14th September 2019
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Capitulo 1: O Surgimento e o entendimento Global das Políticas de Inovações

Desde o século passado já vem se discutindo e desenvolvendo coletivamente e individualmente estudos sobre SNI, em várias perspectivas, tendo uma abordagem de sistemas de inovação que vêm contribuído para a construção de uma estrutura conceitual muito útil para a análise de inovação, que a cada dia que passa, preocupa-se em capturar este processo de inovação, seus determinantes e também suas consequências.

Essa difusão do conceito de SNI entre pensadores acadêmicos e criadores de Políticas, vem cada vez mais tendo interações entre si, pode ser atribuída a algumas razões, ditas por Lundvall:

Uma das razões pode ser que a teoria e política macroeconômica dominante têm falhado ao fornecer um entendimento e controle dos fatores por detrás da competitividade internacional e do desenvolvimento econômico. Outra razão poderia ser que a extrema divisão de especialização entre instituições políticas e analistas políticos tenham se tornado igualmente um grande problema prático, sendo que um conceito analítico que ajudasse a superar estes problemas foi bem-vindo, ao menos entre aqueles responsáveis por Política de inovação e ciência. (Lundvall et al, 2001, p. 3)

Também no século XX, o economista Joseph Schumpeter, com sua teoria, do Desenvolvimento Econômico e o conceito de inovação tecnológica, visava a importância da inovação tecnologia no modelo econômico por pesquisas e desenvolvimento (P&D), que consistem na observação de longas ondas dos ciclos do desenvolvimento no capitalismo resultam da criação ou de combinação de inovações, que assim criam um setor líder na economia, ou um novo paradigma, que passa a impulsionar o crescimento rápido nesta área (SCHUMPETER, 1911)

Desde o começo do entendimento da economia moderna, estudiosos viram que, para o desenvolvimento econômico, sua principal força motriz é o avanço tecnológico (Smith, 1776; Marx, 1867; Schumpeter, 1911). Começou a ser medido estes avanços a partir de 1940, observou-se que, com o avanço tecnológico houve um grande aumento na produtividade, tendo como a inovação a ser encarada como variável estratégica fundamental para o aumento da produtividade e, consequentemente, da competitividade nacional. (CASSIOLATO & LASTRES, 2005).

 Conceito de SNIs e seus Pensadores

A origem da noção de SNI (Sistema Nacional de Inovação) tem sido dado ao trabalho de Friedrich List, The National System of Political Economy, publicado em 1841 (List, 1841). List antecipou muitas teorias sobre sistemas nacionais de inovação. Ele considerava ao contrário das ideias dos economistas clássicos, a importância da ciência, da tecnologia e das habilidades para a industrialização e o crescimento econômico das nações (Freeman; Soete, 1997; Nelson, 1993; Lundvall, 1992). Em sua época, ao analisar as economias alemã, inglesa e de outros países desenvolvidos, List observou que a indústria poderia estar ligada às instituições de ciência e de educação. Outro caso importante de sua análise, está no reconhecimento da interdependência da importação de tecnologia estrangeira e desenvolvimento técnico científico.

Desta forma, as nações poderiam não apenas adquirir conquistas de outros países mais avançados, mas também aumentá-las pelos seus próprios esforços, através do aprendizado tecnológico por parte do Estado/ /Nação (FREEMAN & SOETE, 1997).

Após segunda guerra mundial, o processo de inovação tinha uma interpretação linear, passando desde os estudos, criações, testes e até os processos finais (Nelson, 2004), entretanto com estudos recentes, observou-se que este processo é bem mais complexo, com empresas, sistema educacional, organizações de ciências do governos entre outros. Essas contribuições envolvem os trabalhos realizados por Chrins Freeman, Richard Nelson e Bengt-Ake Lundvall, no final de 1980, utilizando o termo para este processo de "Sistema de Inovação" (SIs), mostrando um conjunto de instituições pública e privadas, contribuindo para inovações. Optou-se pela dimensão nacional dos SIs a fim de ser possível estabelecer comparações entre o desempenho brasileiro e o de outros países, principalmente aqueles classificados como líderes na produção científica e tecnológica mundial.

Freeman (1995) teve grande influência de Friedrich List na criação do conceito de Sistemas de Inovação, chamado de “Sistema Nacional de Economia Política”, defendendo a proteção às indústrias nascentes e um grande número de políticas feitas em prol à industrialização e ao crescimento econômico, demonstrando preocupação com o aprendizado de novas tecnologias. (FREEMAN, 1995, p. 05), dando grande importância para as centrais das instituições no SNI, comparando a economia latino-americana com os asiáticos, argumentando que as instituições nacionais tem poder de afetar as taxas de mudança, influenciando o crescimento dos países.

Ludvall (2004), argumenta que, o conceito foi desenvolvido para ajudar a criar uma alternativa à visão estática da Economia, seu descaso aos processos relacionados à inovação e à aprendizagem para crescimento e desenvolvimento econômico. Desta forma, tentando passar uma imagem, saindo de um processo de inovação “linear”, no qual, pensa-se, quanto maior o incentivo em inovação, mais estudiosos para soluções de problemas e o tempo, chegando a um resultado, passando para uma noção “interativa”, com toda economia relacionada, trabalhando de forma conjunta e coerente, polos industriais, empresas, governo com políticas de incentivos.

Desta forma SIs são o resultado de inúmeras interações de uma comunidade de agentes, instituições que influenciam o desempenho das empresas e das economias. A importância desse sistema é medida pelo seu poder de distribuição do conhecimento e pela sua capacidade de assegurá-lo aos inovadores. (OCDE, 1996)

Com Nelson, o conceito de SIs teria surgido devido à insatisfação dos economistas evolucionários com o tratamento dado pelos economistas neoclássicos aos avanços tecnológicos. Para estes, as tecnologias eram determinadas através da concorrência baseado em conhecimento e análises, não tendo observado que este método é um processo evolutivo. Sbicca e Pelaez (2006) esclarecem que um “sistema” pode ser definido como um conjunto de elementos relacionados, trabalhando de forma conjunta, pois sozinha, esta empresa não conseguirá inovar, também o estudo de um país pode oferecer explicações fundamentais sobre o ambiente em que se dá a inovação” (SBICCA & PELAEZ, 2006, p. 422).

Sistema Nacionais de Inovação

Sistema de Inovação (SI) está se tornando um conceito que está sendo aceito pelo mundo de estudiosos e também pelo governo. Entre os especialistas deste segmento, SI é compreendido por duas abordagens básicas: Sistema com início de um setor que é específico ou tecnologia e sistemas construídos sobre algum tipo de proximidade geográfica, que pode ser local, regional e nacional. Estes primeiros conceitos são chamados de sistema setoriais de inovação (SSis), pois as inovações são esclarecidas com o ponto de vista tecnológico ou mesmo baseadas territorialmente (Garcia, Renato. Ensaios FEE, 2001).

Sistemas nacionais de inovação (SNIs) não são apenas uma divisa geográfica, mas também o próprio estado com seu poder são interligados. Cada país tem uma dinâmica de inovações diferente, um sistema de inovação é caracterizado por um conjunto de vários fatores que têm interações entre si, como empresas e institutos de pesquisa, também as instituições, organizações, desta forma as atividades tem uma grande importância neste contexto, assim partindo para um sistema de progresso técnico, no qual não representa um único ato, mas sim um fenômeno complexo onde várias de seus aspectos são conceitualmente distintos, pode se distinguir as seguintes fases no processo de mudança técnica: a) Invenção ou pesquisa aplicada, que significa o processo de chegar a novas ideias e traze-las ao ponto de viabilidade técnica, demonstrada através de testes em pequena escala; b) desenvolvimento de planos em escala comercial; c) inovação que se dá através da utilização efetiva dos planos desenvolvidos; d) imitação ou difusão de inovações a outros produtores ou consumidores. (Pesq.Plan.Econ, 1978).- Verificar referência

Com o ritmo que o conceito de inovação tende a se difundir no meio acadêmico e de políticas de estado, o tema de crescimento e desenvolvimento econômico assume um importante papel crítico diante de um contexto da globalização. Tendo importância sobre sistemas nacionais, o estado visualizando essas mudanças, desta forma, partem para dar início a um entendimento ou até um reconhecimento da sua importância e funções fundamentais em relação a certas atividades (Lundvall et al., 2001).

O Estado/Nação constitui um ambiente relevante para o aprendizado interativo e a inovação (Gregersen & Johnson, 1997). Assim, para um eficiente sistema de inovação depende muito da fluidez dos fluxos de conhecimento entre as empresas, instituições e universidades, também a investigação industrial conjunta, a parceria entre setores privado/público, a difusão de tecnologia e o movimento de pessoal, entretanto, os fatores que afetam a aprendizagem, a inovação, tornam-se dependentes de capacidades locais (CASSIOLATO & LASTRES, 2000).

Desta forma, o processo que resulta o aprendizado interativo, em escala nacional é influenciada por fatores institucionais, tais como a infraestrutura educacional, infraestrutura de comunicação, normas sociais e sistema de incentivos por parte do estado. Esses fatores estão relacionados ao aprendizado junto com a produção, assim acaba criando relações com instituições formais, criando apartamentos de P&D, universidades e institutos de pesquisas criam mecanismos que façam uma ponte entre ciência e tecnologia (JOHNSON, 2010). Nelson  menciona que a inovação envolve mais elementos do que P&D:

O caráter e eficácia do sistema de educação, treinamento e reciclagem de uma nação não só determinam a oferta de competências de engenharia a manutenção de máquinas, mas também influenciam as atitudes dos trabalhos em direção ao avanço tecnológico. Assim também os padrões de trabalho – gerenciamento e negociação, resolução de conflitos, e o grau de comprometimento mutuo da empresa e dos trabalhadores. Instituições financeiras e a forma pela qual as empresas de modo são regidas e controladas influenciam profundamente as atividades técnicas que são variáveis e que os gerentes optam por realizar. (Nelson, 1993, p.13)

No contexto de SNIs, parques tecnológicos configuram-se como políticas públicas de incentivo do aprendizado, tendo o fortalecimento da relação entre universidade, empresas, governo e sociedade. Desta forma, esses habitats de inovação, podem tornar-se elementos fortalecedores dos efeitos positivos para a inovação, que tende a incentivar a interação entre empresa com empresa ou mesmo empresa com universidade, assim criando soluções integradas, também facilitando o acesso ao financiamento para pesquisas.

Sistemas Regional de Inovação

O sistema de inovação regional (SRI) é visto como um relacionamento mais forte entre as infraestrutura e organizações do SRI (ASHEIM & GERTLER, 2005). A delimitação do sistema não seria de forma simples, e com a divisão administrativa, mas sim, em vista do grau de orientação e coerência em relação ao processo inovador, transferência de conhecimento, a mobilidade de trabalhadores qualificados e a colaboração das empresas em vista da inovação (EDQUIST, 2005). Assim, vale observar a importância das redes locais que tem influência no processo de aprendizagem e consequentemente a inovação.

Segundo Asheim (1998) e Gertler (2005) apontem três classificações de SRI:

a) SRI territorialmente integrado: Empresas baseiam suas atividades inovativas principalmente no processo de inovação local, estimulado pela proximidade geográfica, cultural e social, sem muita interação direta com organizações do conhecimento.

b) SIs em rede Regional: Empresas também estão aglomeradas numa região especifica caracterizada pelo conhecimento interativo localizado, mas a intervenção de políticas dá a este sistema um caráter planejado que visa ao fortalecimento da infraestrutura institucional e de organizações da região.

c) SIs Nacional Regionalizado: Partes da indústria e da infraestrutura institucional estão mais integradas ao sistema nacional de inovação. Atores externos têm papel fundamental no processo de inovação. A colaboração entre as empresas se dá em projetos específicos no desenvolvimento de inovações mais radicais.

Lundvall questiona que, ao tratar da importância do conhecimento tácito para inovação na indústria, fala que para levar o mercado as inovações, incluindo as de base tecnológicas, o aprendizado organizacional, as redes industriais são muito importantes:

É obvio que num mundo neo-classico fictício onde o conhecimento é igual a informação e onde a sociedade é composta por agentes perfeitamente racionais, cada um com acesso ilimitada à informação, o sistema nacional de inovação seria um construto totalmente desnecessário. Um pressuposto comum por trás da perspectiva do sistema de inovação é que o conhecimento é algo mais do que informação e incluir elementos tácitos (LUNDVALL, 2007, p.876).

Neste contexto, é reforçado o papel da proximidade das regiões, distritos e as aglomerações (clusters) para geração de inovações (ASHEIM & GERTLER, 2005). Ao tratar da dinâmica dos clusters e seu impacto no crescimento regional, Best (2001) menciona as firmas empreendedoras, capazes de identificar oportunidades de mercado e atende-las rapidamente e eficazmente, tendo capacidade de produção e marketing, tendo aspécto, sua rapidez para o desenvolvimento de produtos e para gestão de tecnologia, aplicando novas tecnologias.

Pegar modelo (Imagem) de Best, Clusters

Assim, as empresas recentes que se especializam em alguma área especifica da cadeia de valor do produto, essas empresas dependem de uma rede Inter organizacional, tendo seu desempenho relacionado as capacidades das outras empresas da rede, a dinâmica do distrito industrial – aglomeração de empresas / Cluster – e sua especialização dependem do desenvolvimento de capacidade de produção e tecnológicas. Pode haver também neste sistema, políticas públicas que estimulem as atividades de empresas empreendedoras, tendo um suporte tecnológico à inovação. Best argumenta que há dois tipos de implicações para elaboração destas políticas públicas voltada ao desenvolvimento de capacidade de produção,envolvendo as capacidades de novas práticas de design e desenvolvimento juntamente relacionada à capacidade gestora da tecnologia.

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