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Essay: Resistance Training for Elderly Patients with Osteoporosis: A Narrative Review

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  • Published: 1 April 2019*
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Em nosso tempo atual a osteoporose é uma patologia que marca presença principalmente no público de idosos. A partir de uma determinada idade o corpo humano começa a apresentar perdas significativas na massa óssea, o que pode acarretar vários danos físicos a saúde. Ultimamente o treinamento resistido demonstra ser um forte aliado no tratamento da osteoporose, dentro desta o presente estudo visou analisar o treinamento resistido no tratamento de idosos com osteoporose. O estudo foi elaborado através de uma revisão bibliográfica narrativa onde abordou pesquisas de autores com temas relacionados ao assunto utilizando-se livros, bibliotecas digitais, revistas e sites acadêmicos. Terminadas as pesquisa e análises pode-se ter noção que o treinamento resistido aplicado com a responsabilidade pode trazer benefícios à ossatura de pessoas idosas com osteoporose, resultando assim em positivismo.

PALAVRAS CHAVE: Treinamento resistido, osteoporose, idoso, osteopenia e qualidade de vida.

Abstract

In our current time osteoporosis is a pathology that is present mainly in the public of the elderly. From a certain age the human body begins to present significant losses in the bone mass, which can entail several physical damages to the health. Recently resistance training has been shown to be a strong ally in the treatment of osteoporosis. In this perspective, the present study aimed to analyze resistance training in the treatment of elderly patients with osteoporosis. The study was elaborated through a bibliographical narrative review where it approached researches of authors with subjects related to the subject using books, digital libraries, magazines and academic sites. After the research and analysis, it can be understood that resistance training applied with responsibility can bring benefits to the ossatura of elderly people with osteoporosis, thus resulting in positivism.

KEYWORDS: Resistance training, osteoporosis, elderly, osteopenia, quality of life.

1 INTRODUÇÃO

Ultimamente a quantidade de pessoas idosas vem aumentando muito rapidamente, algumas pesquisas apontam que esse crescimento se tornará bastante visível em pouco tempo. De acordo com o IBGE (2016), entre os anos de 2005 e 2015 houve uma queda na quantidade de crianças e adolescente até os 14 anos e dos jovens também, a perspectiva e de que até o ano de 2070 o número de idosos cresceria no Brasil ultrapassando a casa dos 35%, o que os tornaria muito superior aos indicadores de países desenvolvidos. Esses dados nos possibilitam dizer que nos últimos anos provavelmente houve uma queda na taxa de natalidade e contribuindo para o aumento de idosos no Brasil.

Sabemos que é comum que com o passar dos anos nosso corpo vá perdendo algumas capacidades, sendo que muitas destas alterações podem estar ligadas diretamente ao estilo de vida das pessoas. Quando envelhecemos sofremos várias mudanças no corpo e mente, essas alterações podem fazer parte tanto do envelhecimento normal quanto relacionado ao modo de vida (TAYLOR; JOHNSON, 2015). Vale lembrar que o idoso no Brasil é definido como pessoas que tem a partir de 60 anos. Lei nº8. 842, de 4 de janeiro de 1994, e o estatuto do Idoso, Lei nº 10.741,de 1º de outubro de 2003 (ESTATUTO DO IDOSO, 2017).

A partir dos 60 anos o idoso tem como característica a adquirir várias doenças crônicas, tornando-se necessário um cuidado maior de forma preventiva já que, uma vez instalada, a doença crônica não diminui o seu efeito, sendo assim, o idoso fica obrigado a conviver com a patologia pelo restante da vida (VERAS, 2012).  Dentre as doenças crônicas podemos dar destaque à osteoporose, a mesma é um fator que limita a qualidade de vida dos idosos principalmente quando há fraturas relacionadas ao quadril, dessa forma o idoso passa a necessitar de ajuda familiar para realização de suas atividades (LEMOS et al. 2006 apud GARCIA et al., 2009).

A osteoporose passou por muitos anos sem que houvesse muitos comentários a respeito, isso se deve principalmente pelo baixíssimo interesse de pesquisa. Nos dias atuais a osteoporose tornou-se um dos centros das atenções no mundo, sendo que fazer mais estudos e pesquisas são necessárias a fim de se atualizar sobre o assunto, pois a velocidade em que novas pesquisas são feitas tornam as mais antigas desatualizadas (SOUZA, 2010).

Dentre as formas de tratamentos utilizados para osteoporose, podemos destacar o exercício com pesos, o mesmo torna-se o mais utilizado pelos seus efeitos ligados diretamente aos ossos do indivíduo que utiliza. Além disso, o exercício com peso poderá promover a melhora de algumas das valências físicas de modo que irá resultar na minimização do risco de quedas (TERRA, Newton, et al 2016).

Para as pessoas idosas que tem risco de desenvolver osteoporose, algumas medidas de intervenção deverão ser iniciadas a fim de preveni-las, as pessoas que possuem uma baixa densidade mineral óssea, recomenda-se procurar tratar de forma a prevenir os ossos reduzindo os riscos de fraturas, o tratamento deve ser feito com o propósito de prevenção óssea adicional (SAÚDE, 2014). Diante desta situação, surge um questionamento sobre, como o treinamento resistido pode influenciar no tratamento de idosos com osteoporose? Tal questão nos possibilitará reunir fontes de pesquisas em busca de informações mais atuais para o tratamento da patologia.

O presente estudo visa analisar o treinamento resistido no tratamento de idosos com osteoporose, conceituar o treinamento resistido, osteoporose e idoso, identificar fatores que podem influenciar na melhoria da qualidade de vida contribuindo para a minimização da osteoporose e descrever treinamento resistido no tratamento de idosos com osteoporose.

Sabemos que há certa dificuldade relacionada ao alto custo para o tratamento da osteoporose no sistema de saúde, dessa forma há de se buscar maneiras para desenvolver a capacidade de se identificar grupos om maiores riscos de fraturas osteoporóticas criando medidas preventivas para este grupo (SAÚDE, 2014). Com o crescente caso de osteoporose em idosos fazem-se necessário que nós profissionais de Educação Física estejamos preparados para lhe dar com a alta demanda fazendo prescrições de programas de forma eficientes, seja ela para prevenir ou tratar a patologia. Desta forma podemos justificar esta pesquisa onde, a mesma tem como seguimento analisar o treinamento resistido no tratamento de idosos com osteoporose.

2 METODOLOGIA

Este trabalho refere-se a uma pesquisa de revisão bibliográfica narrativa, para melhor entendimento segue-se o conceito de que:

a “revisão narrativa” não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a busca e análise crítica da literatura. A busca pelos estudos não precisa esgotar as fontes de informações. Não aplica estratégias de busca sofisticadas e exaustivas. A seleção dos estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à subjetividade dos autores. É adequada para a fundamentação teórica de artigos, dissertações, teses, trabalhos de conclusão de cursos (MATOS, 2015, p. 2).

No presente estudo foram utilizados como fonte de pesquisa científica as bases de dados do Google Acadêmico, Scielo, EFdeportes , RBPFEX, , Pubmed, Anais CIEH, Anuário repositório FACENE, UNICESUMAR periódicos, REDALYC, Granbery, Revista CIEH, IBGE, Mistério da Saúde, PNI (Política nacional de idosos) e Minha biblioteca integrada. Utlizou-se para a pesquisa os descritores treinamento resistido, idosos, osteoporose, densidade mineral óssea, doenças osteometabólicas, exercício e foram encontrados 38 artigos onde foram descartados artigos que não estavam no período entre 2008 à 2018 e os que não abordavam o tema com os descritores acima, sendo aproveitados 18 artigos para a discussão geral, 04 livros e 01 cartilha.

3 RESULTADOS E DISCURSSÃO

3.1 CONCEITUANDO TREINAMENTO RESISTIDO, IDOSOS E OSTEOPOROSE.

Para melhor esclarecimento sobre o assunto, torna-se necessário oque é o treinamento resistido, neste caso afirmam que, o termo “treinamento resistido” faz referência a qualquer tipo de exercício contra uma resistência, quer seja ela uma carga opositora, o próprio peso corporal, resistências elásticas ou resistência do ar (p. ex.: paraquedas de corrida (FLECK; KRAEMER, 2017, pág.1).

Atualmente, há uma crescente sobre os programas de treinamento resistido, onde as pessoas buscam principalmente pela melhora de suas aptidões física. De acordo com Fleck e Kraemer (2017, pág.1) o crescente número de salas de treino resistido em academias, escolas de ensino médio e universidades atesta a popularidade dessa forma de condicionamento físico. O treinamento resistido vem sendo utilizado não só para as melhorias do condicionamento físico, mas também como forma de tratamento de patologias como a silenciosa osteoporose.  

Em seu estudo Kanis et al, (2002) apud Saúde (2014, pág.2) define a osteoporose dizendo que, é uma doença osteometabólica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo com consequente aumento da fragilidade óssea e da susceptibilidade a fraturas. Diante do exposto torna-se interessante explicar como se instala a osteoporose, de acordo com  Ikonomidis, et al 2017, pág.10):

Em um organismo saudável, todos os dias ocorrem depósitos de cálcio entre as células dos ossos. Isso faz com que tenhamos boa densidade óssea. Todo o corpo se renova diariamente e esse depósito ocorre em todo o esqueleto. Mas, quando isso não acontece, o processo chamados de osteoporose se instala. Sem a devida quantidade de cálcio, os ossos ficam enfraquecidos e frágeis deixando o corpo propenso às quedas.

Aparentemente a osteoporose é uma patologia que não apresenta sintomas, os primeiros sinais, neste caso os clínicos, que se apresentam são as fraturas, elas ocorrem nas vértebras, fêmur e antebraço. A osteoporose pode ser classificada em três tipos, a primária quando ligada a causas naturais do envelhecimento, a osteoporose secundária quando ligada a doenças, a utilização de medicamentos e o sedentarismo e a idiopática quando não são conhecidas as causas (SOUZA, 2010 apud RICARDO; DIAS, 2012).

A osteoporose é uma doença que necessita de um grau maior de atenção, principalmente se tratando de uma doença atinge várias pessoas e de forma silenciosa mais que existe variadas formas de tratamento. Trata-se de uma patologia que possui característica silenciosa, por isso é uma das doenças que mais deixa pessoas limitadas fisicamente, mas apesar de perigosa ela também pode ser tratada principalmente com os exercícios físicos, de preferência os que são feitos contra a gravidade, pois os mesmos poderá ajudar na formação dos ossos (TERRA, Newton, et al 2016).

Estudos atuais mostram que dentre os casos de osteoporose, a população idosa é a que mais preocupa, pois o número de pessoas mortas no Brasil em consequência da doença é grande. De acordo com Cunha et al, (2011) apud Premaor; Brondani, (2016, pág.255):

Em relação à prevalência, a osteoporose aumenta a cada ano e é seguida pela morbimortalidade decorrente das fraturas. Ainda, previsões indicam, para o ano de 2050, um crescimento de 400% nas fraturas de quadril, para ambos os gêneros, entre 50 e 60 anos, e aproximadamente 700% para as pessoas com mais de 65 anos.

Devemos ressaltar que, a política nacional do idoso (PNI), Lei nº8. 842, de 4 de janeiro de 1994, e o estatuto do Idoso, Lei nº 10.741,de 1º de outubro de 2003, define Idoso pessoas que tenham a idade de 60 anos ou mais. (SAÚDE, 2009)

A osteoporose é uma doença perigosa, porém raramente as pessoas tendem a se preocupar com sua ossatura, a não ser que aconteça algum acidente relacionado aos ossos. Segundo (Taylor; Johnson, 2015) os ossos são constantemente esquecidos, apenas quando o problema se torna visível como uma fratura é que passamos a dar o devido valor, durante nossa toda nossa vida devemos ter a noção de que devemos preservá-los. Os números de casos da osteoporose são assustadores, principalmente se tratando de futuro, de acordo com Rennó, ACM; Driusso, P; Ferreira,V (2001); Jovine, SM; et al, (2006) apud Barros, (2010 pág.2) estima-se que uma em cada duas mulheres e um em cada cinco homens acima de 65 anos apresentarão, em algum momento da vida, pelo menos uma fratura relacionada a essa condição clínica descrita.

3.2 FATORES QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DE VIDA CONTRIBUINDO PARA A MINIMIZAÇÃO DA OSTEOPOROSE

Podemos dizer que nos homens a osteoporose se manifesta de forma diferente das mulheres. De acordo com o artigo publicado por Yazbek; Marques, (2008, pag.75):

os homens são acometidos pela osteoporose por outros mecanismos, ligados essencialmente ao envelhecimento. Neles, a diminuição progressiva do calcitriol e da absorção intestinal de cálcio levam a um aumento do paratormônio (PTH), o que justifica a instalação da osteoporose no sexo masculino. Após dez anos de menopausa instalada, a maioria das mulheres diminui o seu ritmo de perda óssea. Entretanto, aquelas que desenvolveram osteoporose mantêm um ritmo mais acelerado de perdas, o que corresponde a um aumento considerável do risco de fraturas.

A falta de conhecimento sobre a osteoporose pode acarretar sérios problemas à saúde dos idosos. Muitas pessoas não tem o devido conhecimento sobre a osteoporose nem mesmo os mínimos aspectos relacionados à patologia. Pelo que a osteoporose representa as pessoas deveriam ao menos estar cientes quanto a forma de prevenção, métodos para o diagnósticos e qual a quantidade ideal para reposição de cálcio e procurar meios para que se faça um diagnóstico e ter conhecimento sobre a patologia, se houver (TORQUATO et al., 2012).

 Apesar de pouco conhecimento dos idosos sobre a osteoporose, ver-se atualmente a curiosidade de idosos em entender a osteoporose. Torquato et al., (2012, pág.17) em seu estudo perceberam que, existia um interesse predominante entre eles em adquirir informações sobre a osteoporose e, com isso, poder prevenir ou minimizar os efeitos clínicos dessa doença. Alguns fatores podem influenciar para a minimização da osteoporose, exames preventivos tornam-se necessários para a sua identificação, de acordo com Mendes, (2011, pág.54), a identificação precoce dos indivíduos com fatores de risco para desenvolver a osteoporose, e a promoção de medidas preventivas, contribui para a diminuição da sua incidência, evitando que, o individuo, apresente alteração na qualidade de vida.

3.3 O TREINAMENTO RESISTIDO NO TRATAMENTO DE IDOSOS COM OSTEOPOROSE.

Na literatura é possível encontrar vários estudos que apresentam fortes evidências de que o treinamento resistido é um verdadeiro aliado na prevenção e tratamento da osteoporose. De acordo com Elsangedy, Krinski e Jabor, (2006) apud Crispim et al (2008, pág.98), exercícios resistidos com pesos vêm sendo apontados como melhor promotor osteogênico quando comparado aos exercícios aeróbios, devido às ações mecânicas que este proporciona. Vale lembrar também que há outros estudos sobre o tema que vem sendo discutidos e trabalhados, os mesmos vem afirmando os benefícios que o treinamento resistido traz a pessoa que tem a osteoporose, benefícios estes como o fortalecimento muscular e melhora na saúde óssea, no qual consequentemente irá diminuir o risco de quedas (FILHO; RUFFO, 2013). Para Miguel, (2018, pág. 108):

os exercícios físicos dirigidos, principalmente os que tendem a ser praticados contra resistência (exercícios com pesos), tem se tornado fator fundamental em quase 95% dos casos de controle da osteoporose no país. Quando realizado adequadamente, beneficia o indivíduo mesmo que em fases tardias do processo osteoporótico. O exercício voltado para o indivíduo com osteoporose visa o fortalecimento ósseo, bem como a melhora do sistema muscular que ajudará na metodologia de reestruturação do sistema locomotor.  

O exercícios resistidos são destaques entre os exercícios que são recomendados pelo o American College Of Sports Medicine (ACSM), apesar de seu objetivo ser o ganho de massa muscular eles trazem benefícios que melhoram o desempenho físico e funcional dos idosos, isso acarretara no atraso dos problemas enfrentados relativos a idade (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 2002 apud CARLOS SILVA COSTA et al., 2015). De acordo com Seixas, (2003) apud Meireles, (2012, pág.71):

Experimentos foram realizados envolvendo exercício físico e a osteoporose, e, graças a esse tipo de produção científica, atualmente já se sabe que o exercício mais recomendado, por surtir mais efeitos na densidade mineral óssea, é o exercício físico resistido, de contra resistência ou de força; porém não se sabe ao certo ainda que modelo de treinamento é o ideal.

Atualmente o que se sabe é que no treinamento resistido a carga é distribuída em uma determinada região aumentando assim a sua eficiência no tratamento da osteoporose, quando se aplica uma força sobre os ossos ele acaba se desfigurando ou ganhando formas curvadas, porém para se descobrir a quantidade de tensão recebida pelos os ossos isso irá de pender de algumas variáveis como, o braço de alavanca e o momento inércia do osso (Miguel, 2018)

Para que um programa de treinamento venha surtir efeito é preciso periodiza-lo de forma consciente, quanto a organização do treino Dantas (2003) apud Miguel, (2018, pág.109) diz que:

No treinamento resistido para indivíduos com osteoporose, sugere-se que sejam feitos de 8 a 10 tipos de exercícios, uma série entre moderada e alta intensidade, e preferencialmente de duas a três vezes por semana, sendo que de 8 a 10 repetições para indivíduos mais novos e de 10 a 15 repetições para os indivíduos mais velhos.

No caso dos idosos para que se inicie de forma correta e segura é necessário que seja recomendado no mínimo de uma série por exercício, sendo que se deve seguir um numeral de 8 a 10 exercícios com um descanso entre as séries de 1 a 2 minutos e manter uma frequência semanal de 2 a 3 vezes (FLECK, 2006 apud JÚNIOR; CAMPOS, 2013).

No entanto, apesar de proveitoso vale ressaltar que o treinamento resistido torna-se ineficaz no tratamento da osteoporose quando feitos em curtos períodos (LIU-AMBROSE et al 2004 apud KEMPER et al., 2009). Em seu estudo Rhodes et al, 2000 apud Kemper et al (2009, pág.12) verificaram que o treinamento resistido realizado em circuito com três séries de oito repetições a 75% de 1RM promoveu aumentos significativos na DMO de mulheres idosas após um ano. Além disso, há estudos que comprovam que:

O treinamento com pesos pode proceder em um aumento da força muscular em poucos meses ou até semanas, enquanto que as modificações na força e na densidade óssea exigem anos. Sendo assim, se o treino tiver o intuito de aumentar força e densidade óssea é recomendável que o mesmo seja realizado regularmente por um longo período (periodização do treinamento resistido) (FLECK 2003 apud MIGUEL, 2018, pág.109).

O fato de o treinamento resistido se mostrar eficaz no tratamento da osteoporose acaba também se tornando necessário aumentar os cuidados na prescrição. Visando a saúde dos praticantes de atividade física é de extrema importância que o treinamento resistido seja praticado de forma segura, sempre deve ser prescrito de maneira correta levando em conta toda uma periodização para que não gere traumas por cargas excessivas, permanecendo dentro deste patamar o treinamento resistido poderá trazer inúmeros benefícios a ossatura dos praticantes (CUNHA et al, 2007 apud ANDRADE; FILHO 2015).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com bases nos estudos relacionados acima, o treinamento resistido é um aliado muito proveitoso no tratamento de idosos com osteoporose, desde que seja esquematizado de forma segura e respeitando as possíveis limitações e individualidades. A prescrição do treinamento deve seguir algumas regras específicas a fim de se obter bons ganhos  no tratamento da osteoporose.

Os estudos mostraram que, no caso do treinamento resistido, tornam-se necessários programas de treinamentos de longo período para obterem-se resultados significativos, assim como números de repetições e cargas impostas aos idosos com osteoporose. Ainda assim, novos estudos sobre o tema devem ser investidos para assim contribuir com uma nova gama de informações sobre o assunto.

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Essay Sauce, Resistance Training for Elderly Patients with Osteoporosis: A Narrative Review. Available from:<https://www.essaysauce.com/sample-essays/2018-5-20-1526856469/> [Accessed 19-04-26].

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